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O mercado passa por transformações a todo momento, criando novas demandas e tendências. Em situações contingenciais, como a pandemia causada pela COVID-19, o cenário pode possibilitar ideias que permaneçam ativamente na economia e sejam reconhecidas como inovadoras. Em nosso blog, discutimos algumas das tendências e inovações do mercado em quarentena

É certo que, diante disso, o comércio online vem crescendo a cada dia mais. Isso ocorre pela acessibilidade, facilidade e outras vantagens proporcionadas pelos canais digitais. Um modelo de negócios online aumenta a margem de lucro, atinge um público mais amplo e executa suas atividades com eficiência e eficácia. 

Este cenário possibilitou que os setores de marketplace e e-commerce propagassem rapidamente, conquistando a confiança da maioria dos consumidores. De acordo com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o comércio digital deve crescer 18% em 2020 e movimentar mais de cento e seis bilhões de reais.

Tem se tornado comum as pessoas se confundirem com essas duas principais modalidades de venda online, até mesmo no momento de escolha da estratégia mais adequada. Então, vamos entender cada uma a seguir. 

O que é um e-commerce

E-commerce é a abreviação de eletronic commerce, ou seja, comércio eletrônico. Sobretudo, é uma loja online que vende seus produtos e cuida de toda a logística, desde a compra até a entrega. 

Ou seja, é um negócio online próprio, exclusivo de uma marca, que possui negociação direta (sem intermediador) e trabalha com estoque de produtos próprios. 

Como montar um e-commerce?

Apesar de ser um processo facilitado pela internet, abrir um e-commerce exige planejamento e investimento. Inicialmente, é fundamental saber o que e para que público vender, já que essas variáveis estão diretamente relacionadas com o sucesso da empresa.

Outro aspecto necessário é divulgar por meio do marketing digital, buscando um cliente ideal para o consumo dos produtos/serviços ofertados. Além disso, o investimento em logística é significativo, pois rege um dos componentes da avaliação dos clientes que é a entrega do produto. 

É considerável ressaltar que existem alguns processos formais, já que o e-commerce precisará de alvarás e registros nos órgãos governamentais, exigidos também na abertura de uma empresa física (o e-commerce necessitará de um escritório).

O que é um marketplace?

Marketplace é a junção das palavras market (mercado) e place (local), traduzidas do inglês. Literalmente, é um local onde as pessoas realizam compras, vendas e trocas de produtos. Ou seja, é uma vitrine virtual, onde várias lojas expõem e vendem seus catálogos, oferecendo uma gama muito mais ampla de mercadorias.

Sobretudo, é um shopping virtual que abriga várias marcas, tornando-se assim uma plataforma em comum para as empresas que oferecem seus produtos online. Aqui, o vendedor de determinada loja tem a possibilidade de personalizar as ofertas e o consumidor de visitar a loja que deseja.

Como montar um marketplace?

O marketplace é considerado como uma atividade de prestação de serviços. Por isso, uma plataforma que atenda todas as necessidades, tanto dos lojistas quanto dos clientes, é importante. O investimento em tecnologia é a principal iniciativa a ser tomada, pois o meio eletrônico será a ferramenta central.

Além disso, outras aprimorações devem ser feitas, desde a seleção dos setores dos lojistas até a relação com o cliente. Com isso, a plataforma se torna agradável ao consumidor e prática ao vendedor. 

Assim como ocorre no e-commerce, o marketplace possui processos formais a cumprir, como inscrições e contratos com órgãos governamentais.

Quais são as principais diferenças?

Visto o lado teórico dos dois modelos, em quais aspectos se encontram suas divergências? Vejamos: 

  • Investimento

 Investir é um dos primórdios das organizações. No e-commerce, é preciso investir em mão-de-obra, locais para armazenamento, provedores logísticos de entrega e outros detalhes. Nesse ponto, a preocupação com a infraestrutura será totalmente do responsável pela loja. Com isso, há necessidade de mais investimento e mais processos supervisionados. 

Já no marketplace, a criação e o gerenciamento do site são as únicas atividades desempenhadas por quem criou o marketplace. O número de colaboradores envolvidos é menor, além de não haver a necessidade de armazenar produtos. Sobretudo, é apenas um ambiente que conecta lojas aos clientes, por isso o investimento é inferior. 

  • Marketing

O marketing é uma ferramenta que traz visibilidade à marca, conquista os clientes e propulsiona o negócio. No e-commerce, ela é livre, isto é, os investimentos e as preferências são encargos do criador da loja. A visibilidade vai para a própria marca e se torna um processo mais complicado, já que a concorrência é maior. 

Por outro lado, no marketplace a plataforma faz o marketing, a publicidade e a propaganda voltadas para promover sua própria empresa. Ou seja, a marca do produto vendido não aparece no canal em si. Com isso, esta informação fica implícita, ao ponto de que as pessoas pensam que compraram tal produto da Amazon, por exemplo.

  • Alcance

Vender online tem como pretensão alcançar um público amplo e disperso. A visibilidade de um e-commerce é um pouco mais trabalhosa, já que nem sempre há capital disponível para a execução de uma campanha eficiente. 

No marketplace, o tráfego de visitantes tende a ser maior, devido a variedade de produtos. Para quem está começando neste comércio, é uma boa oportunidade para manter as vendas ativas até ganhar uma reputação boa no mercado e passar a atuar de forma independente.

  • Formas de pagamento

O e-commerce diretamente oferece uma ampla seleção de formas de pagamento como: cartão de crédito, transferência bancária, boleto ou plataformas intermediadoras. 

Em contrapartida, no marketplace, as formas de pagamento podem variar, sendo de responsabilidade direta (a plataforma se responsabiliza diretamente por cada compra) ou indireta (o programa opta pelo redirecionamento ao site da empresa).

  • Segurança

A segurança de dados é imprescindível para as empresas. No e-commerce, a marca tem que contratar bons serviços de segurança, para garantir que os dados de seus consumidores não sejam violados. 

Já no marketplace, essa responsabilidade é da empresa que administra o shopping virtual. Por isso, marcas desse modelo de negócio investem em soluções como SSL (Secure Sockets Layer), criptografia de dados, selos de segurança, entre outros.

  • Risco financeiro

Quando investimos, esperamos um retorno financeiro. Se o investimento ocorrer em um e-commerce, o risco de ver os esforços mal recompensados é bem maior, já que a concorrência é mais acirrada. 

Investindo em marketplace, os riscos são menores porque os investimentos não são tão altos e as taxas são cobradas sobre as vendas, ou seja, se você não vende, não paga nada.

Como saber qual escolher para o seu negócio?

Antes de tudo, é necessário avaliar as vantagens e os riscos de cada modelo e, então, selecionar a melhor opção para iniciar as vendas online. É interessante afirmar que, mantendo as duas formas, sua marca consegue construir uma boa base para obter retornos significativos, isto é, ambas opções não são excludentes.

Um bom mecanismo neste caso são plataformas que permitem a integração entre e-commerce e marketplace, ou seja, o compartilhamento de dados entre elas, o que otimiza processos e amplia consideravelmente as oportunidades de vendas.

Baseando-se nas características de cada um, a decisão deve partir do entendimento do tipo de negócio, considerando se ele atende a um mercado amplo ou um mais específico. 

Além disso, deve-se considerar as possiblidades de investimento, já que os custos de um e-commerce próprio acabam sendo maiores, devido a existência de despesas operacionais e logísticas. Avaliar a viabilidade econômica é necessário, para evitar prejuízos futuros. 

Conclui-se, portanto, que para as empresas, ambas possibilidades de plataforma são lucrativas, ajudando a marca a se tornar mais relevante e, principalmente, referência no mercado. Cabe ao empreendedor saber qual é a mais adequada inicialmente, através dos objetivos organizacionais buscados. 


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