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Durante os séculos XIX e XX, o modo como as organizações produziam e o mercado de trabalho se comportava mudaram significantemente. Como a máquina substituiu o homem em várias atividades, grande parte dos artesãos passaram a ser operários. Essa grande transformação ficou conhecida como Revolução Industrial.

Acredita-se que essa revolução foi uma das primeiras a impactar radicalmente o mundo corporativo. Sendo assim, outras grandes transformações vieram em seguida, o que permitiu debates sobre estarmos próximos ou até mesmo já nos encontramos em uma nova fase de mudanças, isto é, a Quarta Revolução Industrial.

A Indústria 4.0 é caracterizada pela implementação de tecnologias mais avançadas nas organizações. São algumas delas:

  • Manufatura aditiva ou Impressão 3D: conjunto de processos que unificam um objeto em 3 dimensões;
  • Inteligência Artificial: ramo da computação que busca similar a capacidade humana de tomada de decisão, resolução de problemas e raciocínio a partir de softwares e robôs;
  • Internet da Coisas: integração de objetos físicos pela internet, de forma que, se comuniquem e interajam (carros autônomos e casas inteligentes, por exemplo);
  • Biologia Sintética: síntese de partes biológicas como enzimas, células e circuitos genéticos;
  • Sistemas Ciber-físicos: como se todos os objetos e processos em uma empresa ou fábrica tivessem uma cópia digital.

Como implementar a Indústria 4.0 na empresa?

A tecnologia pode ser introduzida de modo ativo na empresa, isto é, a própria empresa traz inovação para seus processos. Isso também pode ocorrer de modo passivo, quando uma tecnologia passa a ser adotada pela maioria das organizações e seu uso se torna “obrigatório”, sobretudo para que as empresas não percam competitividade no mercado ou simplesmente se tornem obsoletas e desapareçam do radar do consumidor. Um exemplo básico é o e-mail.

É de extrema importância que as empresas busquem não só estar de acordo com a tecnologia vigente, mas procurem inovar seus processos, sua comunicação e seu relacionamento com os colaboradores.

Em primeiro lugar, é recomendado avaliar os equipamentos, softwares e processos adotados pela empresa com diagnósticos objetivos:

  • Que equipamentos são utilizados nos processos?
  • A empresa possui algum sistema/software interno de organização financeira?
  • As técnicas adotadas na produção/prestação de serviço são as mais recentes e adequadas ao mercado atual?

Essas são apenas algumas perguntas que podem ajudar a começar a avaliação sobre o nível tecnológico da organização e por mais que, muitas vezes, a tecnologia seja custosa, existem alternativas gratuitas que podem substituir muito bem os softwares pagos. Um ótimo exemplo são as soluções fornecidas pela Google. Essa grande empresa de tecnologia fornece diversas ferramentas (Google SheetsGoogle Docs e Google Drive, por exemplo) de gestão empresarial que substituem o pacote office e colocam o negócio em outro patamar tecnológico.

Além da avaliação interna, é importante verificar se a comunicação empregada está de acordo com seu cliente. Não há problemas em não possuir um site, um Instagram ou uma lista de e-mail. Muitas empresas faturam muito sem nem saber o que são essas ferramentas. O problema é se a sua empresa precisa e você não as utiliza. Com um Plano de Marketing bem estruturado, um negócio pode alavancar substancialmente, se as plataformas e seus algoritmos forem eficazmente dominados.

Depois de analisar a empresa e seus processos, é importante iniciar a Indústria 4.0 criando um planejamento estratégico, já que implementar esse conceito não é um processo simples. Em seguida, recomenda-se trabalhar com projetos pilotos, ou seja, esforços temporários empreendidos para testar a viabilidade de uma solução.

Como são tecnologias de alto custo, a maioria das organizações que oferecem soluções para a Indústria 4.0 permite a realização de projetos pilotos. É interessante começar pequeno, fazer testes e analisar os primeiros resultados.

Logo depois de iniciar a implementação, é necessário medir o nível de eficácia da estrutura empresarial. Existe um indicador muito utilizado pelas grandes empresas que operam no modo TPM ( Total Productive Maintenance, ou Manutenção Preventiva Total), que permite calcular exatamente a eficiência do processo de produção. Esse indicador é chamado de OEE (Overall Equipment Effective) e representa a medida de agregação de valor de um equipamento ou em toda a linha de montagem.

Para isso, os profissionais da Indústria 4.0 precisam se reinventar, já que será cada vez mais necessário ter habilidades analíticas e de interpretação de dados. Portanto, contar com um time que se adapte facilmente e que aprenda rápido é essencial, uma vez que as inovações estão em constante mudança e sofrendo influências das novas demandas dos clientes. Sobretudo, é responsabilidade da empresa promover capacitações e preparos específicos aos seus colaboradores através de cursos, workshops e palestras, por exemplo.

Quais os impactos da Indústria 4.0 nas empresas?

É evidente que, aderindo à Indústria 4.0, as empresas terão processos mais ágeis, ambientes integrados e maior espaço para profissionais qualificados. De certa forma, os processos ágeis terão o potencial de diminuir custos e aumentar os lucros, permitindo que grandes demandas sejam atendidas.

Enquanto as pessoas assumirem tarefas que exigirão criatividade e avaliações amplas, as máquinas farão as atividades repetitivas, monótonas e que demandam grande esforço físico.

Um estudo da Pyramid Research – feito no início de 2020 – já mostrava que 60% das empresas enxergavam as conexões IoT (Internet das coisas) como uma solução para melhorar a eficiência operacional e reduzir custos. Além de apontar que 73% das empresas de médio e grande porte usavam algum tipo de implementação loT ou desejavam implementar a tecnologia nos próximos 12 meses.

Com isso, percebe-se que o uso dos componentes tecnológicos é evidente tanto na mão de obra, quanto nos processos internos da empresa. Customizar previamente os produtos, de acordo com o desejo dos consumidores, tende a ser um adicional no processo de manufatura. Fábricas inteligentes serão capazes de levar a personalização à cada cliente, se adaptando aos gostos e preferências do público consumidor.

Outro termo que também tem aparecido neste contexto é o RH 4.0, que é, basicamente, a forma como o setor de Recursos Humanos se adaptou às novas tendências tecnológicas trazidas. Conceitos como computação em nuvem, inteligência artificial e data mining, já são utilizados por departamentos de RH para melhorar seus processos com o objetivo de trazer benefícios tanto para as organizações como um todo, quanto para seu setor, de forma a oferecer as melhores condições para colaboradores no ambiente de trabalho.

De certa forma, o RH inserido no cenário 4.0 aprimora o recrutamento e a seleção de funcionários na empresa e melhora o clima organizacional com a promoção da inovação e da criatividade. Não só no RH mas também nas diversas outras áreas da empresa, a tecnologia impacta fortemente como as tarefas são realizadas e desenvolvem estratégias.

Um belo exemplo é a “Data Science”. Esse conceito, de forma simplificada, é a junção da organização e análise de dados através de técnicas matemáticas, estatísticas e computacionais que visam transformar uma imensidão de dados brutos em observações simplificadas para que a tomada de decisão seja mais fácil e assertiva.

área financeira das empresas também vivenciou os impactos da tecnologia 4.0, principalmente em seus custos e processos de contabilidade. Atualmente, muitas ferramentas digitais podem, de maneira inteligente, fomentar o fluxo de caixa da empresa, por exemplo.

Sobretudo, a tecnologia trouxe também mais possibilidades aos clientes. Plataformas de autoatendimento, reuniões virtuais com o gerente e horário estendido para serviços remotos são exemplos da influência deste cenário.

É certo que, agora, a forma como as organizações atuam em ambientes digitais é decisiva para aumentar o número de clientes e de vendas, como a popularidade de uma marca ou o seu desenvolvimento. Uma estratégia capaz de identificar as áreas que apresentam vantagem competitiva e incentivar a inovação nesses setores é uma das medidas que uma empresa pode e deve tomar.

É preciso pensar fora da caixa para construir um modelo de negócio adaptado a estas mudanças contínuas. Adaptar-se à Indústria 4.0 é questão de sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e que exige inovação e confiabilidade.

Autores:  Emerson Santos e Vinicius Cadette Cordeiro


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